Aves migratórias: 6 espécies e suas rotinas sazonais

Aves migratórias: o fascinante ciclo de viagem e sobrevivência entre continentes

É um comportamento que mostra a força e a capacidade de adaptação desses animais.

Anúncios

aves migratórias
Fonte: Freepik

As aves migratórias chamam atenção pelo espetáculo que oferecem nos céus a cada mudança de estação. Isso porque elas cruzam continentes em busca de clima favorável e alimento. E o mais incrível é que fazem isso com precisão, mesmo enfrentando distâncias enormes e obstáculos naturais.

Além disso, as aves migratórias seguem rotas específicas há séculos, muitas vezes retornando aos mesmos locais ano após ano. Esse comportamento revela não só a inteligência dessas espécies, mas também a importância de preservar seus habitats. Afinal, cada parada no caminho faz diferença na sobrevivência delas.

1. Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula)

O borrelho-grande-de-coleira passa longe de ser uma ave comum. Ele tem um padrão de migração que impressiona: sai lá do extremo norte da América do Sul e vai até o Ártico canadense, onde se reproduz durante o verão. No caminho, usa áreas costeiras como pontos de descanso, principalmente manguezais e estuários.

Aliás, essa ave mede cerca de 19 centímetros e exibe uma faixa escura no peito que chama atenção durante a época reprodutiva. Fora desse período, a plumagem fica mais discreta, o que ajuda na camuflagem enquanto se alimenta nas praias e planícies alagadas. Ele costuma andar rápido pela areia, sempre atento aos pequenos invertebrados.

Apesar de parecer resistente, o borrelho-grande-de-coleira enfrenta ameaças reais. Afinal, a destruição de zonas úmidas, a presença humana e a poluição nas áreas de parada afetam o descanso e a alimentação da espécie. E como ele depende dessas pausas no caminho, qualquer interferência já compromete o ciclo inteiro.

2. Andorinha do ártico (Sterna paradisaea)

A andorinha do Ártico tem um dos percursos migratórios mais longos da natureza. Ela viaja do Ártico até a Antártida todos os anos, voando mais de 70 mil quilômetros. Sem dúvida, essa rotina garante que a ave aproveite dois verões por ano, com dias longos e fartura de alimento.

Anúncios

Durante a migração, ela segue rotas diferentes na ida e na volta, aproveitando as correntes de ar para economizar energia. Mesmo com o corpo pequeno e leve, consegue cruzar oceanos inteiros sem parar. Certamente, essa eficiência vem da adaptação das asas longas e pontudas, ideais para voos prolongados.

A alimentação também acompanha o ritmo acelerado. Ou seja, a andorinha do Ártico pesca pequenos peixes e crustáceos enquanto voa baixo sobre a água. Ela usa a vista aguçada para localizar as presas. E como vive em regiões remotas, depende de mares limpos e sem interferência para manter esse ciclo migratório funcionando.

3. Abelharuco-comum (Merops apiaster)

O abelharuco-comum não passa despercebido. Até porque ele tem penas coloridas em tons de azul, verde, amarelo e castanho, o que deixa qualquer observador impressionado. Durante o verão europeu, ele escolhe encostas arenosas para cavar túneis e fazer seus ninhos.

Inclusive, essa ave migratória viaja até a África Subsaariana durante o inverno, cruzando o Mediterrâneo com precisão. Assim, ela voa em grupos pequenos, sempre em horários com menos calor, aproveitando correntes de ar mais favoráveis. E mesmo com todo esse trajeto, segue uma rotina organizada todos os anos.

Na alimentação, o foco está nos insetos voadores. Sendo assim, abelhas e vespas entram no cardápio, mas antes de engolir, o abelharuco esfrega o corpo da presa contra um galho para remover o ferrão. Isso mostra o quanto ele se adapta ao ambiente sem complicação. Durante os voos, solta cantos agudos, que ajudam o grupo a se manter unido.

4. Cuco-canoro (Cuculus canorus)

O cuco-canoro é conhecido pelo canto repetitivo, fácil de identificar no início da primavera. Inclusive, ele aparece na Europa nessa época, depois de uma longa viagem desde a África. Já o retorno marca o começo da temporada de reprodução e o canto serve justamente para atrair as fêmeas.

Aliás, uma das coisas mais curiosas dessa espécie é o comportamento reprodutivo. A fêmea coloca seus ovos em ninhos de outras aves, como a petinha-dos-campos. Para isso, ela escolhe o momento certo e deixa o ovo discretamente, sem ser notada pelos donos do ninho.

Além disso, o filhote do cuco-canoro se desenvolve mais rápido que os outros. Pouco depois de nascer, ele elimina os ovos ou filhotes da espécie hospedeira e passa a receber toda a atenção dos pais adotivos. Essa estratégia garante alimento exclusivo, o que acelera o crescimento e prepara o jovem cuco para a migração no fim da estação.

5. Pardela-de-cauda-curta (Ardenna tenuirostris)

A pardela-de-cauda-curta passa boa parte do ano no mar aberto. Ela percorre longas distâncias no Oceano Pacífico, indo das águas do Japão até as costas do Chile. Mesmo em alto-mar, encontra alimento com facilidade, mergulhando em busca de peixes e lulas.

Durante a época de reprodução, ela retorna às ilhas da Nova Zelândia. Então, escolhe fendas entre rochas ou buracos no solo para formar ninhos longe de predadores. Reproduz à noite, o que ajuda a manter a colônia mais segura e silenciosa.

Com asas longas e estreitas, ela aproveita os ventos oceânicos e quase não precisa bater as asas. Isso permite que percorra milhares de quilômetros com pouco esforço. Além disso, a pardela-de-cauda-curta segue rotas migratórias precisas, repetindo o mesmo trajeto ano após ano.

6. Ganso-cabeça-listrada (Anser indicus)

Fechando a lista das aves migratórias, o ganso-cabeça-listrada chama atenção pelas duas faixas pretas que cortam a cabeça branca, criando um contraste marcante. Essa ave costuma migrar entre as planícies da Índia e as regiões mais altas do Tibete, enfrentando altitudes que poucos conseguem suportar.

Durante a travessia do Himalaia, ele alcança mais de 9 mil metros de altura. Isso acontece porque os pulmões funcionam de forma extremamente eficiente, garantindo oxigênio mesmo com o ar rarefeito. Já o voo noturno também ajuda a escapar do calor e de correntes de ar instáveis.

Ao chegar às áreas de reprodução, ele escolhe lagos de água doce cercados por pastagens. Ali, o casal forma laços duradouros e divide as tarefas com equilíbrio. Enquanto um cuida do ninho, o outro vigia o território e afasta possíveis ameaças, mantendo os filhotes em segurança mesmo em um ambiente isolado.

Prontinho! As aves migratórias são um exemplo incrível da natureza. Afinal, fazem viagens longas, enfrentam diversos desafios, mas continuam seguindo seus instintos. Aproveite que chegou até aqui e saiba tudo sobre a baleia azul: características e curiosidades do maior animal do mundo. Até a próxima!

Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites com foco em SEO, sempre buscando oferecer uma leitura fluida, útil e agradável.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo